A Apiterapia

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A Apiterapia

Mensagem  Susana Lopes em Sab Maio 31, 2008 1:32 pm



A apiterapia é a modalidade de Medicina Alternativa ou Ciência que utiliza os produtos da abelha no tratamento de vários tipos de doenças. No mundo são muitos os países que fazem uso desta modalidade de medicina, inclusive sendo comum em clínicas especializadas, com profissionais de várias especialidades da área de saúde humana.

Uma terapia com cinco mil anos

A Apiterapia nasceu na China há cerca de 5.000 anos. É uma medicina alternativa que usa os produtos apícolas (mel, pólen, geleia real, própolis, veneno das abelhas, larvas de zangão, cera, entre outros) para tratar e curar doenças em seres humanos e animais.

Na Europa, esta terapia natural é usada há 200 anos enquanto que no resto do mundo há vários séculos. Os resultados, na maior parte das doenças, é, segundo muitos testemunhos «extraordinário».

Como é uma “terapia holística” (que significa que trata o paciente como um todo - mente, corpo e alma), utiliza produtos cem por cento naturais os quais não provocam efeitos secundários nem de habituação.

Com resposta para quase todas as patologias, a apiterapia é, em alguns casos, «muito mais eficaz do que a medicina alopata curando doenças consideradas incuráveis ou dificilmente curáveis, como por exemplo sinusite e até mesmo alguns casos de cancro.

Nos antigos escritos, já Hipócrates mencionava nos seus textos essa terapia, bem como, nos seus escritos, os chineses. No antigo Egipto, o veneno das abelhas já era recomendado no tratamento de reumatismo e na artrite. Além disso, a apiterapia pode tratar diversas doenças de pele, reumatológicas, virais, infecciosas, pulmonares, ortopédicas, psicológicas e endócrinas.

Embora seja um método terapêutico já reconhecido, a apiterapia ainda tem um longo percurso a percorrer. Apesar dos efeitos benéficos, a acreditação das medicinas alternativas, por parte dos governos, não está próxima, mas sim «ainda muito longe daquilo que seria o ideal».

Cinco principais produtos utilizados na Apiterapia

Os cinco os principais produtos utilizados na Apiterapia têm complementos nutricionais que facilitam o bem-estar do corpo humano, podendo, alguns deles, prevenir ou diminuir os efeitos de algumas doenças graves.

A Geleia Real - este produto contém propriedades energéticas. É constituída por cerca de 65-70% de água, 4.5-5% de gorduras, cerca de 1% de cinzas, 11-14% de proteínas e 11-16% de hidratos de carbono. A geleia real é caracterizada pela sua riqueza em vitaminas, especialmente o ácido pantoténico-vit B5.

Tem um factor antibiótico (ácido 10-hidroxidecenóico), diferente do pólen, activo contra várias bactérias e fungos. É um produto segregado pelas glândulas hipofaríngeas das obreiras e serve de alimento à abelha rainha durante toda a sua vida, larvar e adulta.

O uso de geleia real é também aconselhado em casos de fadiga, stress, depressão, anemia, pois permite uma recuperação das forças, um aumento do apetite.

A sua aplicação parece ter melhores efeitos nas crianças e nos idosos, não provocando alergia, habituação ou toxicidade. Tem também um efeito positivo nos distúrbios provocados pela menopausa.

Regulariza ainda as funções do sistema nervoso, cardiovascular, aparelhos respiratórios e digestivos, rins e fígado.

O Pólen - é o conjunto dos minúsculos grãos produzidos pelas flores das plantas angiospérmicas. Contém uma grande proporção de proteínas (16 a 40 %) contendo todos os aminoácidos conhecidos, assim como numerosas vitaminas, principalmente as vitaminas C e PP, sendo a principal fonte de alimentação das abelhas.

Pesquisas recentes indicam que o pólen é o alimento mais completo e valioso da natureza, pois além de conter todos os aminoácidos essenciais ao organismo humano, também é rico em oligoelementos minerais, fibras, hormonas vegetais e vitaminas.

O pólen também estimula o funcionamento de todos os órgãos internos, melhorando, inclusive, o desempenho sexual. Tem valor nutritivo muito superior à carne ou à proteína de soja. Possui propriedades antioxidantes, antianémica e auxiliar no tratamento preventivo do cancro da próstata. Pode ser utilizado no tratamento de anemias profundas visto que eleva rapidamente a taxa de hemoglobina no sangue.

O Mel - é fonte de energia e vitaminas. O mel é produzido pelas abelhas a partir do néctar recolhido de flores e processado pelas enzimas digestivas desses insectos, sendo armazenado em favos nas suas colmeias para servir-lhes de alimento durante o Inverno.

Além de ser utilizado como adoçante, o mel sempre foi reconhecido devido às suas propriedades terapêuticas. De um modo geral, o mel é constituído, na sua maior parte (cerca de 75%), por hidratos de carbono, nomeadamente por açúcares simples (glucose e frutose).

O mel é também composto por água (cerca de 20%), por minerais (cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, entre outros), por cerca de metade dos aminoácidos existentes, por ácidos orgânicos (ácido cítrico, entre outros) e por vitaminas do complexo B, por vitamina C, D e E. Possui ainda um teor considerável de antioxidantes (flavonóides e fenólicos).

É também usado externamente devido às suas propriedades anti-microbianas e antissépticas. Assim, o mel ajuda a cicatrizar e a prevenir infecções em feridas ou queimaduras superficiais.

O mel é também utilizado largamente na cosmética (cremes, máscaras de limpeza facial e tónicos) devido às suas qualidades adstringentes e suavizantes.

O veneno das abelhas - também conhecido por apitoxina, o veneno das abelhas é produzido por uma glândula de secreção ácida e outra de secreção alcalina incluídas no interior do abdómen da abelha obreira.

Tem uma cor transparente, de sabor agudo e amargo, e com odor aromático forte. É solúvel em água e ácidos e à semelhança do veneno de cobra também não faz efeito se tomado via oral.

Com o ferrão, a abelha, pica e injecta o veneno no "inimigo". Uma forma que a abelha tem de defender-se. Aliás, ela só pica se for directamente atacada, porque quando a abelha pica, o seu ferrão (que tem uma configuração igual a uma farpa) fica preso na vítima. Passada uma hora a abelha morre. A abelha não sobrevive, depois de picar porque para além do ferrão perde uma parte do intestino.

O seu valor terapêutico deve-se principalmente às suas propriedades hemorrágicas e neurológicas. É por isso que, durante o tratamento de doenças não se formam anti-corpos contra o veneno de abelha e por isso o nosso organismo não cria habituação ao mesmo, sendo assim as picadas de abelha cada vez mais eficazes.

Também quando injectado directamente, ou através de picadas, nas juntas do corpo, é um remédio efectivo no combate ao reumatismo.

Aliás, o “poder curativo” do veneno foi descoberto pelo médico austríaco Philip Terc, no século XIX. Um dia, estando sentado num banco do seu jardim, o médico foi atacado por um enxame. Depois desse incidente reparou que as fortes dores nas articulações começaram a desaparecer e os seus membros adquiriram uma nova mobilidade.

A partir desse incidente começou a investigar a causa da sua cura e durante 10 anos fez experiências. Ridicularizado pela comunidade médica da altura, em 1878 e 1889 apresentou, na Universidade Imperial de Viena, as suas conclusões sobre milhares de pacientes tratados com êxito, mas deparou-se com um auditório intransigente de tal modo que ele acabou por abandonar a cidade de Viena com medo que acabasse num manicómio.

Deixando como testemunho muitas investigações e um livro publicado em 1910, que acabou por ser reconhecido e aceite por muitos médicos estrangeiros, hoje em dia, todos estes conhecimentos estão cientificamente provados.

Própolis - são propriedades antioxidantes que protegem o corpo dos radicais livres. A própolis é obtida pelas abelhas a partir de resinas retiradas principalmente de secreções de árvores, quando destas se quebra algum galho. Dessa forma a árvore se proteje com um produto natural com poder antibactericida e a abelha volta a processar essa seiva originando a própolis. Esta é utilizada pelas abelhas para dois usos principais: vedar a colmeia de maneira a não entrar água, vento ou outro animal e serve também para mumificar outros insectos que penetrem na colmeia.

A própolis é bastante útil ao ser humano que a usa como auxiliar medicamentoso uma vez que possui poder antibactericida.


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Susana Lopes

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