Veneno de Abelha

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Veneno de Abelha

Mensagem  Susana Lopes em Sab Maio 31, 2008 7:14 pm



O veneno de abelhas, também conhecido como apitoxina (do latim apis, abelha, e toxikon, veneno) é produzido por uma glândula de secreção ácida e outra de secreção alcalina que existem dentro do abdómen da abelha operária.

Veneno, por definição, é aquela substância orgânica ou inorgânica que produz no organismo humano ou animal, um efeito nocivo que pode ser temporário, permanente ou fatal.

Este mesmo veneno, em doses terapêuticas, pode ter uma acção benéfica. A constituição química da Apitoxina estabelecida até o momento descreve mais de 40 frações e inúmeras propriedades biológicas. A melitina, a maior fracção da apitoxina, demonstrou ter uma acção bloqueadora da produção de superóxidos em neutrófilos humanos, que é o principal mecanismo envolvido na destruição celular decorrente de um processo inflamatório.

A apamina, outra fracção da apitoxina, através do bloqueio dos canais de potássio, age sobre as glândulas supra-renais, activando a produção de cortisol que é um potente anti-inflamatório fisiológico.

Verificou-se que a maioria dos apicultores que normalmente recebem algumas picadas de abelha, não sofrem de reumatismo. As pesquisas científicas demonstraram que isto resulta da acção do veneno na prevenção e cura do reumatismo.

Além de sua eficiente acção no tratamento das doenças reumáticas, nervo ciático, bursite e tendinite, a apitoxina é um poderoso anticoagulante, vasodilatador e hipotensor, controlando, por conseguinte a pressão alta.

Somente cerca de 1% a 3% da população mundial é alérgica ao veneno de abelha. Contudo todos os pacientes, antes de iniciarem o tratamento com veneno, são submetidos a um teste de reacção alérgica.


Informação daqui.

Susana Lopes


Última edição por Susana Lopes em Sex Set 26, 2008 7:05 am, editado 1 vez(es)

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Veneno de Abelhas para a Nossa Artrite - Um Testemunho

Mensagem  Susana Lopes em Qui Set 25, 2008 10:03 am

O veneno de abelhas tem sido utilizado desde a Antiguidade como um remédio. Porém, durante o século passado passou a ser utilizado no fabrico de medicamentos. É verdade que estamos a utilizar mais mel, pólen, geléia real e própolis, mas também a apitoxina avançou muito na medicina.

Tive a sorte de conhecer dois médicos apiterapeutas argentinos pelo meu amigo e um grande especialista em abelhas, Luis Mari Intza. Um desses médicos é o Dr. Julio Cesar Diaz, autor de "apitherapy Today". Deu várias palestras em Gipuzkoa, no Outono de 2006. O outro é o Dr. Hugo Aguirre, a quem ouvimos em várias conferências em Gipuzkoa durante o Verão de 2005.

Julio Cesar Diaz explica muito bem a composição, modo de acção e o uso da apitoxina no respectivo capítulo do seu livro, que foram removidas algumas páginas que podem ser lidas em "Apitoxina".

Os apiterapeutas utilizam diversos modos de abelha veneno. Alguns aplicam-na colocando as abelhas directamente sobre a pele para que cravem o seu ferrão, outros utilizam apitoxina em injecção.

A injecção de apitoxina é indolor, uma vez que são retiradas as fracções que provocam a dor. Por outro lado, existem aqueles que praticam a modalidade de apipunctura, injectando a apitoxina em pontos de acupunctura, mas esta prática exige que o praticante seja um especialista em acupunctura e apiterapia.

O que usar, veneno de abelhas vivas ou apitoxina elaborado? Apiterapeutas, muitos médicos e os seus pacientes preferem a apitoxina.

Para começar, é indolor. Além disso, as doses podem variar numa injecção: pode ser utilizado o veneno de uma ou várias abelhas. Pelo que são necessários poucas injecções e menos visitas ao médico. Com as injecções deixa de existir a necessidade de trabalhar com abelhas vivas.

Trata-se de um "produto" mais barato, mais natural e oferece aos pacientes a possibilidade de autoterapia, (depois de realizados os devidos testes a fim de se excluir possíveis alergias.

A quantidade de picadas de abelha varia dependendo de cada “escola” e de cada paciente. Alguns apiterapeutas aconselham algumas abelhas: 6 a 8, três vezes por semana (tratamento de longo prazo).

Este sistema está muito bem adaptado para os problemas de saúde a tratar, mas os resultados demoram algum tempo.

O objectivo de administrar veneno de abelhas no organismo é a reacção imune que o doente sofre após a administração da apitoxina. Após esta reacção, reduz-se a quantidade de veneno a administrar. De seguida, volta-se às quantidades administradas, inicialmente, para se obter uma outra reacção imunológica. Repete-se este ciclo as vezes que forem necessárias.

A reacção do sistema imunológico tende a ser forte e, em seguida, a doença mostra sua face mais agressiva. Não obstante, especialistas defendem que esta é uma forma de controle da doença.


Falando do meu caso, a minha primeira tentativa - Outono 2002 – o tratamento começou com picadas de duas abelhas para aumentar até 16 (a meta era chegar a uma quantidade maior).

O veneno permanece dentro do corpo durante muitos dias. Após o primeiro mês , o organismo acumula uma quantidade significativa de apitoxina, o que provoca a dita reacção.

Esta reacção imunológica que os especialistas procuram parece ter lógica: a Espondilite Anquilosante é o resultado de um distúrbio imunológico.

Outras terapêuticas provocam uma forte reacção deste tipo para deter o processo inflamatório. Contudo, os efeitos secundários são bastante indesejáveis. No meu caso, vi-me obrigado a desistir desses medicamentos.

O segundo tratamento - Outono de 2005 – foi mais moderado, à recomendação do Dr. Hugo Aguirre: 6 a 7 picadas de abelha, 2 vezes por semana.

De facto, o meu estado geral era diferente do estado em que me encontrava em 2002: a inflamação estava sob controle, devido à dieta sem amido juntamente com o Própolis, que acrescentei ao meu regime alimentar.

Desta vez o meu objectivo de usar veneno não era combater uma crise de espondilite, mas sim, um investimento a longo prazo.

Desde dezembro de 2005, as abelhas eram colocadas desta maneira: uma em cada joelho e tornozelo, outras duas perto da coluna vertebral. Por vezes, nas glândulas supra-renais e outras vezes, na sacroilíacas.

Mais tarde, durante vários meses, voltei ao tratamento "mais agressivo": colocava 16 a 18 abelhas, três vezes por semana.

Mas, apesar deste tratamento "mais agressivo", o meu organismo já não reagiu tão mal como na primeira tentativa.

Além de se perder o medo das abelhas, com a experiência, é mais fácil controlar as reacções.



Em construção...

Susana Lopes

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