O Espodilartrósico e Sua Esperança

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O Espodilartrósico e Sua Esperança

Mensagem  Páscoa em Qui Out 23, 2008 7:55 am

Boa tarde a todos:


Achei interessante, partilhar com todos esta informação que recebi do Brasil.
Convém lembrar que no Brasil é muito difícil ter acesso a estes biológicos. Felizmente em Portugal,( nem tudo pode ser mau, e eu sou testemunha disso), temos acesso aos mesmos de forma gratuita, através do Hospital .


QUINTA-SAÚDE: O Espodilartrósico e Sua Esperança
Colaboração: TANIA MARA CAMARGO
www.mhariolincoln.jor.br

O Espodilartrósico e Sua Esperança


Nos últimos anos, os portadores de Espondilite Anquilosante ( doença auto-imune que ataca as articulações de forma inexorável, levando a pessoa à invalidez,),viram surgir “uma luz no final do túnel”, com o aparecimento de medicamentos importados específicos e de alta funcionalidade, capazes de trazerem conjuntamente, a melhora da doença e a esperança, já frustra, de uma vida mais suportável!
Comprovou-se que esses medicamentos, são inibidores de uma proteína(*), que como seu aumento, é causadora dos efeitos inflamatórios nas articulações, fazendo um bloqueio regulador e com isso, uma melhora surpreendente das crises de inflamação e dores, melhorando e muito a qualidade de vida do paciente!
(*)Por um motivo qualquer, seja ambiental ou psicológico, um “gatilho” é accionado e essa proteína de nome Fator Necrose Tumoral (TNF) aumenta assustadoramente no organismo, atacando as articulações principalmente da coluna e do quadril do indivíduo ( Espondilite Anquilosante).
O primeiro remédio Remicade (infliximabe) anticorpos de humanos e camundongos. Administrado em hospital, devido reações adversas via endovenosa
O Humira ( adalimumabe) anticorpos humanos e usados por via sub-cutânea.
O Enbrel ( entanercepte), fabricado pelo laboratório Wyeth, é um dos mais modernos inibidores da TNF, completamente aceitáveis pelos pacientes, pois, os anticorpos são essencialmente humanos.
Outro medicamento que surgiu antes, é composto de anticorpos de humanos e de camundongos, sendo às vezes reativos nos humanos, tanto que é aplicado via EV em regime hospitalar.
Já o Enbrel é aplicado em casa com administração sub—cutanea, duas vezes por semana!
Então melhoraram as perspectivas dos sofridos portadores de Espondilite Anquilosante? NÃO! Agora vem a “via crucis” do espondilartrósico e de sua família!
Devido ao alto custo desse medicamento, o paciente depende da aquisição do mesmo pelo governo e repassá-lo através das farmácias de alto custo, ao doente!
Bem, o governo não anda fazendo isso! Para se conseguir os outros mais antigos e mais agressivos, o paciente tem que ser cadastrado e com um protocolo em mãos, espera...espera...espera! Imagine com o Enbrel? Até liminares são indeferidas!
Enquanto isso, o paciente “amarga” cada vez mais a doença,que tem o avançar ainda mais impressionante (às vezes, em seis meses está incapacitado) acumulado pelo estresse de saber que a “cura” está bem ali e que o descaso está aniquilando sua vida! Os portadores de EA são adultos jovens, que vêm seus sonhos dissipados muito cedo! A demora em conseguir o medicamento vira uma bola de neve: portador jovem > mais pessimismo > ansiedade > sintomas cruéis > invalidez

A SEGUIR, A SEGUNDA PARTE: ...
Espondilite Anquilosante ou Ancilosante
(Parte II)

É uma doença de causa desconhecida, que ataca as grandes articulações, principalmente a coluna vertebral, o quadril e os ombros, levando o paciente, de acordo com sua evolução à invalidez. Ataca os adultos jovens, mais os homens, na sua fase mais produtiva da vida!
Acredita-se que o organismo carrega o fator da EA de uma forma genética que vem latente, até que uma causa externa ou psicológica, aciona um “gatilho” que desencadeia o aparecimento da doença. Os sintomas e evolução da patologia são avassaladores:
- começa com dor articular inespecífica, como um reumatismo qualquer
- as dores situam- se na maioria das vezes na articulação coxo-femural de natureza inflamatória e neural, impossibilitando os movimentos
- comprometimento cervical importante, fazendo com que o doente fique cada vez mais ‘olhando para baixo” (coluna em vara de bambu)
- a tendência das articulações cada vez “chumbarem” umas nas outra formando um bloco único, sem qualquer movimento
- aspectos neurológicos: resultante de uma radiculite por compressão (ciática), fraturas vertebrais; síndrome da cauda eqüina que leva a impotência sexual, incontinência urinária,, com diminuição da sensibilidade do reto e da bexiga urinária e ausência de reflexos do tornozelo
-manifestações cardiovasculares como angina, pericardite,etc
-infecções pulmonares pela incapacidade de uma boa respiração
-comprometimento ocular, com inflamações das úveas, com predisponência a cegueira.
O tratamento atual, além dos aspectos fisioterápicos, etc são os remédios inibidores da proteínas que ocasionam as lesões inflamatórias. São medicamentos importados de alto custo, geralmente, distribuídos pelos governos dos paises. Infelizmente, no Brasil, o governo olha com descaso os portadores dessa patologia e de outras auto-imunes; e os pacientes vêem a evolução inexorável do seu quadro clínico e da sua invalidez.

Artigo enviado dia 25/04/08 por Mhario Lincoln - Categoria: Saúde
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Páscoa

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