O Exercício Físico na Prevenção da Evolução da EA

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O Exercício Físico na Prevenção da Evolução da EA

Mensagem  Susana Lopes em Qua Jan 23, 2008 4:36 am

A EA atinge, essencialmente, a coluna vertebral e articulações sacro-ilíacas e, em maior ou menor grau, atinge também outras articulações. Pode provocar alterações posturais graves em flexão com perda da mobilidade e pode evoluir para a fixação das articulações (anquilose), resultando numa diminuição global da funcionalidade.

A fisioterapia através de uma intervenção individual e em grupo, impede ou interrompe o curso progressivo das deformidades posturais e das suas consequências.

A intervenção individual tem como objectivo a libertação das zonas mais retraídas através de técnicas neuromusculares de massagem, mobilização e estiramento dos tecidos moles e de posturas de alongamento, obtendo assim uma maior amplitude de movimento a nível das ancas e ombros, assegurando uma maior mobilidade dos membros e contribuindo para a correcção da postura.

A intervenção em grupo garante a manutenção de um nível adequado de mobilidade e a melhoria da tolerância ao esforço, através de técnicas de alongamento, mobilização e fortalecimento muscular, executadas na prática de exercícios activos, de preferência em piscina terapêutica e/ou em ginásio.

A utilização em paralelo destes dois tipos de intervenção em Fisioterapia leva ao aumento da mobilidade global e impede a fixação da coluna numa posição demasiado flectida além de diminuir a dor e a fadiga.

O essencial é conseguir que todos os dias do ano, as articulações atingidas sejam mobilizadas em toda a amplitude ainda disponível. É isso que tem de ser feito sem brutalidades corajosas mas, de modo inteligente, sob a protecção do efeito do medicamento anti-inflamatório (A.I.N.E.) no momento de pico de acção, se necessário, e com a terna e tranquila ajuda de um familiar treinado em saber ajudar.

Como resultado final obtém-se um grau de funcionalidade capaz de garantir uma melhor qualidade de vida aos indivíduos com EA.


Fonte:http://www.anea.org.pt/

Susana Lopes

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Espondiloartropatia e exercício

Mensagem  saraclavel em Sab Mar 15, 2008 10:00 am

Em primeiro lugar, quero dar os parabéns, pelo facto de existir um local que nos possa, a nós (doentes com EA), esclarecer sobre assuntos inerentes à doença.

Sou uma mulher com 32 anos de idade, com a Licenciatura em Desporto e Educação Física, que sempre praticou desporto ao longo da sua vida.
Na infância, sofri de sucessivas infecções urinárias que, agora posso entender que possam ter sido um factor decisivo para o desenvolvimento da minha doença.
Há 3 anos, cerca de 4 meses antes de engravidar, sintomas (que cada vez mais se tornavam frequentes) como, dor nos calcanhares, dor nas ancas, dor no fundo das costas, sensação de inflamação das sacro-ilíacas, etc, acentuaram-se. Entretanto, engravidei e, durante a gravidez, todos esses sintomas desapareceram, excepto, no primeiro trimestre que, dores nas sacro-ilíacas, e dor nas nádegas foram recorrentes, atenuando com o passar da gravidez. Durante o resto do tempo de gestação, não houve qualquer tipo de dor, nem de sintomas. Cerca de 3 meses após o parto (que foi complicado, sem anestesia, e doloroso), de um dia para o outro, verificou-se inchaço da articulação do joelho, com líquido, impedindo a mobilidade do mesmo, seguida de enorme dor articular.
Após alguns mesmes de consultas, sem frutos, diagnosticaram-me Espondiloartropatia.
No meu caso, o factor HLA - B27 não é positivo.
Encontrava-me ainda a amamentar quando iniciei o tratamento com naproxeno e corticoesteroide (penso que, hidroxicloroquina). Dois anos se seguiram, efectuando tratamento com AINE's e glicocorticoides.

Cerca de um ano depois de me ter sido diagnosticada a EA, iniciei tratamentos de acupunctura com fitoterapia que, aliviaram os sintomas gradualmente. Esses tratamentos bisemanais incidiam no processo de desinflamação da articulação com electroestimulação nas agulhas. Ao longo dos tempos, o número de tratamentos por semana foi diminuindo proporcionalmente com o alívio dos sintomas.
No entanto, outro joelho foi afectado, bem como a recorrencia de dor nas sacro-ilíacas e dor nas nádegas - alternadamente uma e outra.

Após dois anos de doença e, com a acupunctura e fitoterapia, com a alteração dos hábitos de vida (alteração da alimentação - apenas peixe e proteínas de origem vegetal, ausência de leite e de carne; e inclusão de um programa diário de exercícios matinais, semelhantes aos descritos num artigo vosso - com reforço muscular e mobilidade das articulações afectadas, bem como da zona cervical, zona lombar, coluna vertebral, ombros, reforço muscular abdominal e dorsal, flexibilização/reforço da coxo-femural, reforço muscular dos nadegueiros e quadrícipedes, flexibilixação articular generalizada, sempre sem insistências e, sim, com permanencia da posição por cerca de 30s a 1 min., com algumas posições de Yoga; natação 1 a 2 vezes por semana), passei a não tomar mais medicamentos (nem AINE's nem corticoides) e a melhorar em muito a minha qualidade de vida.

Uma das questões que queria ver esclarecida era as consequências da doença na gravidez. Após a leitura do vosso artigo "EA e a gravidez" fiquei a perceber sobre os riscos da doença no decorrer da gravidez, embora já suspeitasse que, durante a mesma, poderão haver períodos sem manifestação da doença, e que após o parto, a mesma possa ressurgir.

Espero que esta história possa contribuir de alguma forma para quem a ler, e que possa ficar aqui um testemunho vivo, físico e real, do quanto podemos melhorar a nossa qualidade de vida, com a alteração dos hábitos e rotinas diárias.

Sem dúvida, o exercício físico pode, em muito, tanto melhorar como atenuar os sintomas e recisivas da EA. Very Happy

saraclavel

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Re: O Exercício Físico na Prevenção da Evolução da EA

Mensagem  charlie em Sab Mar 15, 2008 3:32 pm

Eu sei que é muito comum que as mulheres gravidas ficar sem dores durante o gravidez - uma explicação que eu vi é que o sistema auto imuna fica menos activo por causa do facto de ter um outro ser humana dentro do corpo.

Eu sei que já experimentou com a sua dieta, mas devia considerar a dieta sem amido - no meu caso resolviu o EA e há muitos outros igual a mim. Há pessoas que vejam resultados dentro de semanas, outros que tem que esperar mêses então tem que ter persistencia!

Boa sorte!
Charlie

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Aconselhamento

Mensagem  Cláudia Coelho Pedro em Qua Out 14, 2009 1:46 pm

Olá saraclavel!

Apesar de ainda não ter passado por uma gravidez, identifiquei-me com a tua história pois também tenho o HLA B 27 negativo e tenho imensas queixas na zona da sacroiliaca e por vezes na coluna dorsal.

Como apenas me foi diagnosticado há apenas 1 semana, já iniciei os exercicios em casa e vou começar com hidroterapia.

Para além dos exercicios matinais diários, qual a tua frequência fazes os restantes desportos?

E a fisioterapia?

Ainda me sinto um pouco perdida e acho que não estou a fazer o suficiente para combater esta donça!

Cláudia Coelho Pedro

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Re: O Exercício Físico na Prevenção da Evolução da EA

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